Ontem eu me vi
Nos primórdios.
Nada havia...
Espaço, nem tempo, nem coisas.
O Tudo, que era Nada,
Era um Oceano sem fundo
E sem praias.
Imerso nestas Águas eu, que não era eu,
Encontrava-me. Não me afoguei,
Mas, vivia em totalidade.
Completo, sem necessidades,
Nem carências, Uno em mim mesmo.
Eu tudo tinha, sem nada ter.
Todavia, surgiu a necessidade e a carência
E eu tive de manifestar e criar.
Assim, emanei de mim mesmo
As coisas, o espaço e o tempo;
O Caos, que não era desordem,
Fez-se heterogeneidade.
Antes, sem haver antes, era
Um só. Agora, porém,
Sou muitos, desdobrado.
Não perdi minha essência Una,
Mas, desenvolvi infinitos ramos
Até as raízes da matéria.
Awmergin, o Bardo
Arte digital: "Mânatos'a e a Conexão Cósmica", por Awmergin, o Bardo
Os direitos autorais são protegidos pela lei nº 9610/98, violá-los é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal Brasileiro.










