terça-feira, maio 14, 2013

O Homem que se fez ignorante.


Por demasiado tempo
Transitei pelas veredas
Do enganoso intelecto.
Perdi-me em seus
Coloridos e atrativos caminhos.
Enamorei-me de bruxuleantes
E radiantes teorias,
Doutrinas e faustosas
Escolas doutrinárias.
Detive-me demasiado
Por estes caminhos.
Quando minha mente
Percebeu que se enchendo
Não poderia preencher-se,
Um vazio doloroso abateu-se
Sobre todo o meu ser.
A noite da alma fez-se sobre mim.
Longo sono eu tive
Até que deste sono sem sonhos
Eu pudesse despertar.
Quando meu olho único
Abriu-se por completo -
E pude vislumbrar
A verdadeira Luz -
Desfiz-me de todo o peso
Da mente enganadora.
Oh! Quanto tempo perdido
Em meio aos corredores
Desta enganosa biblioteca
De ilusões mentais!
O Sol do Espírito Divino
Aqueceu-me e com
Esta flama potente
Pus a fogueira
Do verdadeiro conhecimento
A arder no recinto sagrado
De meu coração.
Ali ateei fogo em todas
As ideias e teorias
A que me aferrada até então.
Assim fiz-me ignorante
E, no entanto, um sabedor.


Awemergin, o Bardo

Um comentário:

Sarah Marques disse...

Oi, tudo bom?
Nossa, adorei seu poema, li duas vezes para me por dentro dele, muito bom!

Beijos
Endless Poem